Ainda invicta, comissão técnica do Brasil completa seis meses de trabalho

A atual comissão técnica do Brasil começou a dar expediente no departamento de Seleções da CBF no último dia 20 de junho. Nesta terça-feira, o trabalho do coordenador Edu Gaspar, do técnico Tite e dos auxiliares Cléber Xavier e Matheus Bachi completa seis meses com a Seleção na liderança das eliminatórias após seis vitórias em seis jogos. Durante os 180 dias, a equipe acompanhou 80 jogos em diversos estádios do mundo, sendo 18 deles no Brasil.

– O maior investimento da Seleção está na observação dos atletas. Observando bem, acompanhando bem suas partidas e treinos, convocaremos bem e traremos jogadores em alto nível para a Seleção – frisou Edu Gaspar em entrevista ao site oficial da CBF.

Nesses 180 dias, Tite conversou com quase 30 técnicos do Brasil e do mercado europeu. Além das vitórias, o tempo de trabalho também trouxe alguns aprendizados e novidades. A comissão percebeu que em determinados jogos, os goleiros podem não ser exigidos o suficiente para uma análise completa. Por conta disso, os preparadores Rogério Maia e Taffarel passaram a acompanhar também os treinos dos arqueiros brasileiros em seus clubes. Algumas necessidades também foram diagnosticadas, como a convocação de mais um fisioterapeuta. Alex Evangelista, do Vasco, passou a fazer parte da equipe.

– Sentimos que os jogadores procuravam pelo departamento para um tratamento de prevenção ou outro após o treino e sobrecarregava. Concluímos que seria o melhor convocar um terceiro fisioterapeuta e a experiência foi bem recebida – lembrou Edu.

Líder das eliminatórias com 27 pontos, quatro a mais do que o vice-líder Uruguai, o Brasil volta a campo pela no dia 23 de março para enfrentar justamente a Celeste. No dia 28 o adversário será o Paraguai. Antes disso, porém, a Seleção vai disputar um amistoso contra a Colômbia, dia 25 de janeiro, no Engenhão. Tite convocará apenas jogadores que atuam no Brasil e a renda será voltada para ajudar as famílias das vítimas do voo da Chapecoense.