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Cobrava faltas com maestria, fazia lançamentos com precisão, possuía visão de jogo incomum, tinha o faro de gol dos matadores. Arthur Antunes Coimbra, o Zico, esbanjava as qualidades que o transformaram no maior craque brasileiro depois que Pelé se despediu dos gramados.
Sua trajetória teve de ser construída com extremo sacrifício. Primeiro, nos exaustivos exercícios que teve que fazer durante toda a adolescência. Depois, nos longos treinamentos em que aperfeiçoava chutes a gol. Embora não tenha conquistado nenhuma Copa do Mundo, Zico pode se orgulhar de Ter-se sagrado cinco vezes campeão carioca (1974, 78, 79¸ 81 e 86), tetra brasileiro (1980, 82, 83 e 87), uma vez sul-americano e outra mundial (1981). Em 1047 partidas pelo Flamengo, Udinese e Brasil, marcou 729 gols, tornando-se cinco vezes artilheiro estadual, vice-artilheiro na Itália, além de maior goleador da história do Flamengo, do Rio de Janeiro e do Maracanã. Na Seleção, anotou 67 tentos, só ficando atrás de Pelé.
O fenômeno se repetiria no oriente. Nos três anos que ficou no Japão, ensinou o país a gostar de futebol. Novamente no Brasil, montou o
CFZ- Centro de Futebol Zico.
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